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Apiterapia

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Apiterapia é a utilização de produtos derivados das abelhas para
 tratamento terapêutico.

Nestes casos, são utilizados o mel, o pólen, a geléia real e as apitoxinas
das picadas das  abelhas.

De acordo com seus adeptos, esta prática pode curar doenças do
aparelho respiratório,  cardiovascular, genitourinário e gastrintestinal,

doenças de ordem neurológica e dermatológicas, como a celulite,
entre outras.[1]. 
Substancias extraídas da Apis melifera são também
utilizadas em preparados da 
homeopatia inclusive com o próprio corpo
da abelha. 
Denomina-se toxinologia o ramo da toxicologia que estuda as
 propriedades dos venenos 
animais  tanto para o tratamento de
envenenamentos como para aplicação terapêutica de seus 
componentes 
moleculares.

Historia

Exemplos podem ser encontrados no estudo dos anuros (ver: Vacina do sapo;
 das serpentes a exemplo da jararaca(Bothrops) 
se derivou o medicamento Captopril (Capoten)  produzido pela Bristol Meyrs) e mais recentemente do
 
monstro de gila (Heloderma)  de cuja saliva desenvolveu-se um remédio para
 diabetes. 
A origem da apiterapia moderna remonta ao século XIX, onde o
médico austríaco Philip Terc, 
portador de reumatismo,foi atacado por uma 
série de abelhas. Depois do ataque, começou a perceber que suas fortes 
dores começaram a desaparecer. A partir de então, começou a estudar o 
mundo das abelhas.

[editar]Mel

O mel é uma substância alimentar adocicada e viscosa produzida pelas abelhas.
 É o néctar digerido pelas abelhas e usado como alimento na colméia.
Possui várias propriedades terapêuticas tais como, combate a anemia,
tratamento de infecções bucais, 
digestão alimentar, poder de cicatrização,
prevenção contra o câncer, entre outras.
[3]

[editar]Própolis

É uma resina utilizada na limpeza da colméia.
Possui propriedades antimicrobianas e antiviróticas,
devido a substâncias

como galangina, ácido caféico e ácido ferúlico.[4]

[editar]Picada de abelhas

O veneno das abelhas pode ser utilizado a partir de abelhas vivas,
de forma controlada, através de suas picadas. 
Podem ser usadas também outras formas
de inoculação
como injeções, flotação, inalação e absorção sub-lingual.
[1]
Acredita-se que possuem propriedades anti-inflamatórias,
oriundas das apitoxinas, inoculadas na picada.

Assim, podem diminuir o inchaço e aliviar as dores nas articulações em artrites.[5]
O veneno é caracterizado pela sua complexidade e muita solubilidade em água.
Constitui-se de uma substância transparente, incolor e amarga.
É formado por uma diversidade de aminoácidos, enzimas,

substâncias voláteis e 88% de água.[4]
O remédio homeopático Apis mellifica possui efeito anti-inflamatorio e em alguns
 indivídiuos apresenta propriedades 
curativas especiais (anti-depressivas)
que os homeopatas explicam como especificidade das reações pacientes -
medicamento. 
Pesquisas também tem sido realizadas para aplicação da picada
 de abelha nos pontos de 
acupuntura, potencializando ou modificando seu efeito,
prática esta denominada por alguns 
de apipuntura. O que se sabe é que na antiga Medicina tradicional chinesa já se conhecia a utilização de venenos animais 
(sapos, escorpiões, etc.)  e estimulação de regiões específicas com 
irritantes químicos de origem vegetal tipo óleos de Mentha, Eucalipto,
Cânfora aplicados isoladamente ou combinados entre si.
Para casos de acidentes, já se desenvolve o soro contra veneno de abelha.

Notas e referências

  1. ↑ a b c GARCIA, Ángela Pardo, Grupo Imaginador de Edições,
    Descubra el poder de la miel, 2005. ISBN 950-768-523-5. 
  2. Página visitada em 11 de junho de 2009.
  3. ↑ Gla2000. Apicultura. Página visitada em 11/06/2009.
  4. ↑ Colégio Web. Propriedades terapêuticas do mel.
    Página visitada em 11/06/2009.
  5. ↑ a b MELLO, Nei Bandeira, Ground, Guia Prático do Apicultor,
    São Paulo: 1989. Página visitada em 11 de junho de 2009.
  6. ↑ LEVERT, Suzanne, ROTHFELD, Cultrix, Medicina Natural Para Artrite, Glenn S.,
    São Paulo: 1997. Página visitada em 11 de junho de 2009.

[editar]Ligações externas

[editar]Bibliografia

  • Ioirich, N. P. As abelhas, farmacêuticas com asas. Tradução Mir 1981, (2ª Ed.).
    Moscou,URSS, Editora Mir, 1986
  • Schmidt, Márcia. Venenos também curam.
    Ecolo
    gia e Desenvolvimento, Ano 5, nº52, (4-15), RJ, junho 1995

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